"É melhor ser alegre que ser triste!", já dizia o poeta.
Esta observação vem junto com um troço que li hoje de madrugada sobre a neuroplasticidade, a regeneração neuronal do cérebro, mesmo que a pessoa tenha nascido com metade dele. Pois como exemplo, uma atitude que tenho, desde que fiquei velha (não me falem em 3a. idade, esse eufemismo ridículo!) exercito meu cérebro para que não fique muito caída quando for centenária. Exercito lendo literatura (não jornais, que não servem pra isso), escrevendo e sendo cada vez mais honesta comigo mesma.
Quando li ontem a nova matéria no jornal virtual do Saturnino Braga, o melhor escritor brasileiro vivo, (só perde pro Mestre Guimas) fiquei emocionada, pois ele se expôs: contou uma aventura que teve no aeroporto de arrepiar os cabelos - e foi melhor que tudo o que escreveu sobre política!
E outro exemplo que me emocionou, foi no post do meu amigo virtual Guilherme de Faria:
Se estivermos falando de nós mesmos com imensa sinceridade, às raias do patético, poderemos alcançar uma verdadeira poesia. Afinal, quem mais realmente conhecemos, quem mais nos oferece sua face no espelho todos os dias? Que dor maior de viver conhecemos?
"Imensa sinceridade". Isso tem que aparecer na nossa escrita, senão ela será pífia, falsa e o leitor saberá.
"Somos o que pensamos ser". É isso. Cuidar do cérebro, e cuido dele que nem uma criança que não sabe para onde vai. Eu faço a cabeça dele!
E, meus amigos, escrevi esse texto pensando que poderia dar uma força a alguém. Soa idiota, mas no fim do ano a gente fica mais sensível, olha pra trás e pensa no caminho que temos pela frente. E eu vou percorrê-lo na minha Harley-Davidson, com um namorado doido que nem eu pela vida, puxando o meu trailer cheio de livros!
Bye! Beijos apaixonados, amorosos, corajosos.
Monique
PS. "Correio Saturnino, artigo n°191/2011".
PS do Ps: Revista Veja, a última, edição 2248, pag. 98.